13 de novembro de 2019

O DIA QUE A SEDE PELA PALAVRA TRANSCENDEU TODOS OS LIMITES...


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Texto: Nm 8.1-12
A SEDE PELA PALAVRA TRANSCENDEU...

O limite da segregação – “todo o povo se ajuntou como um só homem” v.1
A Palavra traz ajuntamento.

O limite do ambiente de culto – “na praça” v.1

Palavra transforma o simples em especial.

O limite do nível intelectual – “todos os sábios para ouvirem” v.2

A Palavra sobrepuja toda inteligência natural.

O limite do tempo – “leu nela desde a alva até ao meio dia” v.2

A Palavra é atemporal.

O limite da distração – “todo o povo estava atendo ao livro da Lei” v.2

A Palavra atrai a atenção de todos.

O limite da simplicidade – “E Esdras estava sobre um púlpito de madeira” v.3

A Palavra enobrece o simples.

O limite da improvisação – “que fizeram para aquele fim” v.4

A Palavra é a própria expectação.

O limite do desconforto – “e estavam em pé diante dele” v.4

A Palavra é o próprio conforto.

O limite da irreverência – “abrindo o Livro todo o povo se pôs de pé” v.5

A Palavra gera reverência.

O limite da impiedade – “levantando as mãos; inclinaram-se e adoraram o Senhor, com o rosto em terra” v.6

A Palavra gera devoção.

O limite da desinteligência – “e declarando e explicando o sentido, faziam que, lendo, se entendesse” v.8

A Palavra é inteligível.

O limite do equilíbrio emocional – “porque todo o povo chorava ouvindo as palavras da Lei” v.9

A Palavra produz quebrantamento.

O limite da insensibilidade – “e enviai porções aos que não tem nada preparado para si” v.10

A Palavra produz compaixão.

O limite da fraqueza – “porque a alegria do Senhor é a nossa força” v.10

A Palavra fortalece.

O limite da tristeza – “Calai-vos, porque este dia é santo; por isso, não vos entristeçais” v.11

A Palavra é o próprio gozo.

O limite do descontentamento – “porque entenderam as palavras que lhes fizeram saber” v.12

A Palavra produz um profundo contentamento.

Pr. Alexandre Pitante.

23 de outubro de 2019

O FURTADOR DE CORAÇÕES



Texto:

E desta maneira fazia Absalão a todo o Israel que vinha ao rei para juízo; assim furtava Absalão o coração dos homens de Israel. 2 Samuel 15:6

Se você nunca leu o capitulo quinze de segundo Samuel, eu te convido a ler. Sem estudar a fundo o perfil de Absalão, com certeza você o descreverá com características maravilhosas. Alguns olharão para os cinco primeiros versículos e o descreverá, como:

Disposto – “se levantou pela manhã”. v.2
Prestativo – “e parava a uma banda do caminho da porta. E sucedia que todo homem que tinha alguma demanda para vir ao rei em juízo, o chamava” v.2a

Comunicativo – “o chamava Absalão a si e lhe dizia: De que cidades es tu?” v.2b  

Carismático – “Olha, os teus negócios são bons e retos”. V.3a

Preocupado com o próximo – “Ah! Quem me dera ser juiz na terra, para que viesse a mim todo o home que tivesse demanda ou questão” v.4

Justo – “para que lhe fizesse justiça” v.4b

Educado – “Sucedia também que, quando alguém se chegava a ele para se inclinar diante dele, ele estendia a mão, e pegava dele, e o beijava”. V.5

O adágio popular, “Quem não te conhece que te compre”, se aplica muito bem a esses versículos. Porem quem leu a história de Absalão sabe muito bem seus interesses e motivações. 
Na verdade os cinco primeiro versículos do capitulo descreve o perfil de um psicopata, veja:

Calculista – Ele se levanta cedo para poder executar o seu plano de assassinar a reputação do rei e ocupar o posto.

Sorrateiro – Ele parava na porta do palácio com o objetivo de abordar todos que fossem a presença do rei.

Manipulador – Ele ouvia as demandas alheias e dizia que poderia resolver mas não podia por ser não ser o rei.

Mentiroso – Ele mente quando ele se prontifica a ajudar como se estivesse preocupado mesmo com a pessoa. Sabemos sua real intenção de usar as pessoas e não de ajuda-las.

O versículo seis descreve exatamente quem é ele: “UM FURTADOR DE CORAÇÕES”. A diferença de ROUBO E FURTO está no modus operandi. Roubo é fazer pelo meio da força ou agressão física. Furto é fazer sem uso da força ou agressão, é praticamente um roubo invisível. Furtar é roubar sem ninguém ver.

O que tem de FURTADORES DE CORAÇÕES no meio do povo de Deus. Escondidos no meio do povo. Parecem os melhores homens, com as melhores intenções, mas na verdade só estão usando pessoas para conquistarem o que querem.

Que Deus tenha misericórdia da sua igreja!

Pr. Alexandre Pitante.

JESUS, O NOSSO REFÚGIO (As cidades de refúgio)


Texto:
(Nm 35.9-34 – Js 20.1-9)

Introdução

Nesse texto Deus diz a Moisés que quando o povo chegasse nas terras de Canaã deveriam instituir “Cidades de Refúgio”, um lugar para pessoas que cometessem algum homicídio culposo, sem a intenção de matar, para abrigarem-se na fuga do “Vingador do Sangue”. O vingador era um parente da vítima que poderia vingar o sangue do falecido se o homicida estivesse fora do território das cidades. As cidades que foram escolhidas foram: Quedes, Siquém, Quiriate-Arba (Hebrom), Bezer, Ramote, Golã.

Este texto é literal no contexto histórico, mas simbólico no contexto espiritual. Hoje não temos mais as cidades de refúgio. Como cristãos não nos refugiamos mais em lugares, mas em alguém, Jesus é o nosso refúgio. “Bem-aventurados todos os que nele se refugiam” (Salmos 2:12).

Satanás é o símbolo do vingador de sangue e está buscando a quem possa tragar (1Pd 5.8). A bíblia diz que o vingador poderia matar o homicida fora dor termos da cidade se o encontrasse (Nm 35.27), da mesma forma o diabo com àqueles que estão fora dos limites de Jesus.

Aqueles que têm Jesus como Senhor estão escondidos nEle. E, como o diabo tocará em algo que não pode ser encontrado? Jesus é o nosso Esconderijo. Nele convergi a plenitude do refúgio. Todas as cidades de Refúgio manifestam-se NELE.

Lições das Cidades de Refúgio.

1.    Quedes: Sig. Lugar Santo.
Jesus é o meu lugar de santificação. É nele que nos santificamos. Este lugar é o único LUGAR SANTO do mundo que recebe impuros. É exatamente um lugar para impuros. É nele que nos santificamos.

2.    Siquém: Sig. Ombro.
 Jesus é o meu consolo. Ele sempre disponibilizará o seu ombro para amparar-me nas minha dores. “Mas Deus, que consola os abatidos” (2Co 7.6). “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e o Deus de toda a consolação;” (2Co 1.3).

3.    Hebrom: Sig. Comunhão.
Jesus é o meu prazer. A minha alegria. A minha aliança. E tudo o que você lembrar que comunhão seja, Ele é.

4.    Bezer: Sig. Fortaleza.
Jesus é a minha segurança (Sl 3.5). E a minha torre forte e o meu alto refúgio (Pv 18.10). Nele eu sempre estarei seguro e o maligno não pode me tocar (1Jo 5.18).

5.    Ramote: Sig. Lugar Alto.
      Jesus sempre me levará as alturas. Afinal o lugar mais alto que o homem pode ir é aos pés de Jesus.
“E nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus”; (Ef 2.6)

6.    Golã: Sig. Exílio.
Jesus é o refúgio dos exilados. O Dicionário diz que exílio é uma expatriação forçada ou por livre escolha.
O exilado se exclui do convívio da sociedade. O exilado em Jesus continua convivendo na sociedade mas se exclui do convívio do mundo e seus prazeres. Ao contrário de um exilado qualquer que sente-se sozinho em algum lugar, em Jesus nunca nos sentiremos sozinhos. Em Jesus devemos nos exilar para nunca mais sair DELE.

Conclusão

EM JESUS CONVERGI A PLENITUDE DO REFÚGIO. NELE TODAS AS CIDADES DE REFÚGIO MANIFESTAM-SE.

Em minha dor procurei um LUGAR SANTO e lá encontrei um OMBRO que me consolou amorosamente que senti uma COMUNHÃO indizível, foi tão maravilhoso como se eu estivesse numa FORTALEZA guardado num LUGAR ALTO, e desse lugar eu nunca mais quis sair, fiz dele o meu EXÍLIO. EM JESUS ME EXILEI.

Pr. Alexandre Pitante.

QUEM ME DERA...


Ouvindo, pois, o Senhor as vossas palavras, quando me faláveis, o Senhor me disse: Eu ouvi as palavras deste povo, que eles te disseram; em tudo falaram bem. Quem dera que eles tivessem tal coração que me temessem, e guardassem todos os meus mandamentos todos os dias, para que bem lhes fosse a eles e a seus filhos para sempre. Dt 5.28,29

Vivemos numa geração de excelente retórica e vernáculo, entretanto pouca vivência. No texto acima Deus descreve exatamente isso. Dizendo a Moisés que havia ouvido tudo o que o povo falou e que esperava que eles tivessem um coração temente à ELE.

Deus está denunciando a falsidade das palavras. Note que Deus diz: “em tudo falaram bem”, os hebreus eram bons de argumentos mas ruins de arrependimento. A geração hodierna é o retrato desse texto, falam bem mas vivem mal.

A bíblia diz que Deus conhece a verdade no íntimo (Sl 51.6). Deus não pode ser agradado só pelo que ELE ouve, Ele quer ser agradado pelo que ELE vê. A nossa geração agrada aos ouvidos de DEUS mas não consegue agradar os seus olhos. Somos bons de palavras ruins em atitudes adoradoras. Adoração não é o que falamos e sim o que nós vivemos.

A impressão que tenho é que Deus fica esperançoso por uma atitude que corroborasse as palavras quando diz “Quem me dera...”, veja a esperança de Deus nessa expressão. Deus esperava que eles fossem verdadeiros no TEMOR À ELE. O coração dos hebreus era diferente de suas palavras. As palavras eram cheias de credulidade, entretanto, o coração cheio de irreverência e incredulidade.

O que falamos em relação a Deus precisa revelar o que sentimos. Repito, precisamos agradar os olhos de Deus na mesma proporção que agradamos seus ouvidos. Pois, a boca fala do que o coração está cheio (Lc 6.45).

Deus ainda grita: “QUEM ME DERA...”.

Pr. Alexandre Pitante

SENSIBILIDADE DEFORMADA


O que tapa o seu ouvido ao clamor do pobre, ele mesmo também clamará e não será ouvido. Pv 21.13

A surdez é uma deficiência desagradável, não obstante o fingimento é pior ainda. Salomão não está falando da deficiência física, ele aborda a deficiência moral, espiritual e porque não dizer de caráter. O sábio versa acerca do fingimento, um alguém que ouve perfeitamente mas “tapa o ouvido” na incontestável ação de fingir que não ouviu.

Muitos clamam por ajuda hodiernamente e a igreja brasileira tem na grande maioria “tapado o ouvido” para esses clamores. Os pobres clamam, os mendigos clamam, os dependentes alcoólicos e químicos clamam, as prostitutas clamam e etc, há incontáveis clamores por ajuda que tristemente tapamos o ouvido para eles.   

Lamentavelmente a sensibilidade de muitos está deformada. E cada vez mais tornamo-nos insensíveis a dor do outro, que não é demais dizer que muitos dos que tapam os ouvidos tapam por falta de caráter. A maior característica do cristianismo é ter o caráter de CRISTO, o nosso Senhor jamais tapou o ouvido ao clamor de alguém, e precisamos urgentemente imprimir em nós o caráter DELE. Não valerá em nada professar em palavras o nosso cristianismo se o negamos em obras de insensibilidade.

Entretanto, Salomão complementa o texto com uma máxima genuína, “também clamará e não será ouvido”. Quem planta torpor colherá torpor. Quem planta fingimento colherá fingimento. É axiomático para o proverbista que quem não socorre alguém quando precisa não será socorrido quando precisar.

Que Deus nos dê uma sensibilidade para atender aos clamores alheios. Que o Eterno cure-nos dessa doença moral que é infinitamente pior que a física. O mundo está nessa crise de amor porque o diabo tem deformado a sensibilidade dos homens tornando-os egoístas quando o propósito do evangelho é tornarmo-nos altruístas.

A minha oração é que o Senhor venha nos curar para deixarmos todo o engano e fingimentos (1Pd 2.1).
AFINAL, UM DIA TAMBÉM CLAMAREMOS! E QUEM NOS ATENDERÁ?

Pr. Alexandre Pitante.