5 de março de 2020

AGENTE DE TRANSFORMAÇÃO


Texto:

O jovem Samuel servia ao Senhor, perante Eli. Naqueles dias, a palavra do Senhor era mui rara; as visões não eram frequentes. 1 Samuel 3:1
Continuou o Senhor a aparecer em Siló, enquanto por sua palavra o Senhor se manifestava ali a Samuel. 1 Samuel 3:21

Introdução

Não são só vinte versículos que separam esses textos, é um manifesto cenário espiritual totalmente diferente. Há um caos espiritual instalado em Israel, e Deus precisou intervir para mudar esse cenário espiritual caótico. Como? O contexto entre os textos explica!
 Em ambos os textos a resposta para a elucidação está no contexto. A circunstância para a crise é a irreverência dos filhos de Eli, Hofni e Finéias, homens filhos de Belial, e na omissão do seu pai, o sumo sacerdote Eli.

É nesse cenário de crise que SAMUEL aparece para ser o agente de transformação.

Samuel e fruto de um clamor. A crise não foi gerada por Samuel é nem para ele. Entretanto, Samuel é gerado e moldado para ela. Há uma crise em Israel por falta de sensibilidade à Deus. Quando o povo de Deus deixa de ouvi-lo, então, haverá crise na comunhão com ELE. O povo de Deus é dirigido por SUA PALAVRA.
Calvino dizia “que do púlpito Deus governa o seu povo”.

O que aprendemos com esse texto?

     A crise nunca será maior que o servo.
Note que o versículo primeiro é pontual. Deus faz questão de elencar que no meio do caos tem alguém servindo com fidelidade. Numa escala de importância quem serve fielmente é mais importante que a crise, por isso que o texto não começa descrevendo a crise, e sim, quem está servindo fielmente no meio dela.
A crise nunca será maior que o servo fiel. Ela pode até ser lembrada, mas sempre por último. A fidelidade sempre estará à frente da crise!

Deus nunca trabalha com casualidades.
Deus não pode ser pego de surpresa! Ele trabalha na história através da própria história. Enquanto tem gente influenciando a história com suas vidas descompromissadas, Deus reserva pessoas do contexto negativo para que vivam e influenciem dentro da história.

Deus não precisa de muitos.
Deus sempre trabalhou com poucos. Mas poucos compromissados, poucos engajados, poucos que submetam-se à sua Palavra, poucos que lhe obedeçam, e que sejam sensíveis a sua voz.

Deus não tem preocupações de onde manifestar-se, mas a quem manifestar-se.
Continuou o Senhor a aparecer em Siló, enquanto por sua palavra o Senhor se manifestava ali a Samuel. V.21
A crise em Siló para Deus não era o problema. O problema era não ter ninguém em Siló para Deus reverlar-se. 

O que SAMUEL tem de tão importante para tornar-se o agente de Deus para mudar esse terrível cenário?

1.      Samuel é um jovem que agrada a Deus e aos homens. 1 Samuel 2.26 (AGRADÁVEL)
Samuel é um jovem agradável. Deus não usa pessoas desagradáveis. Não basta agradar somente a Deus, é necessário aos homens também.
Samuel agrada a Deus e aos homens porque é moldado na submissão, na obediência.

2.      Samuel ainda tenro sabe o seu lugar na crise. 1 Samuel 3.1 (SERVO)
Samuel não altera seu serviço e nem a ordem de seu serviço por causa da crise espiritual. Primeiro ele serve a Deus. Segundo, ele serve ao seu pastor, independentemente da situação do seu pastor.
Samuel ministrava perante o Senhor, sendo ainda menino, vestido de uma estola sacerdotal de linho. (1 Samuel 2:18).

3.      Samuel submete-se ao seu líder em tudo. 1 Samuel 3.5 (SUBMISSO)
Samuel corre em direção ao seu líder após ouvir a voz de Deus por duas razões.
·         A única voz de comando na igreja é a do pastor.
·         Porque a voz do pastor é semelhante a voz de Deus.

4.      Samuel é disposto ao trabalho do Senhor. 1 Samuel 3.15 (DISPOSTO)
Samuel antes de qualquer levita ele estava bem cedo abrindo as portas da igreja.

5.      Samuel é sincero e verdadeiro. 1 Samuel 3.18 (HONESTO)
Samuel relata tudo o que ouviu de Deus a Eli.

6.      Samuel é um jovem de relacionamento. 1 Samuel 3.19 (ÍNTIMO DE DEUS)


7.    Samuel ficou conhecido como Profeta sem auto intitular-se. 1 Samuel 3.20 (CONVICTO)

CONCLUSÃO

 Precisamos nos posicionar como agentes de transformação. A crise espiritual que a igreja brasileira vive pode ser mudada, se entendermos nossa posição de agentes. Deus quer levantar “SAMUEIS” que ouçam e atendam a Sua Voz, dizendo: “fala porque teu servo ouve”. Samuel não é só o agente de transformação, ele é a resposta da oração de alguém que gemia por mudança, sua mãe Ana.
Existem remanescentes que ainda oram pela mudança espiritual da nossa nação, então, seja você o agente de transformação e a resposta de Deus para essa crise.
Você nasceu para essa crise, para esse tempo, para essa geração, você nasceu para ser um AGENTE DE TRANSFORMAÇÃO!

Pr. Alexandre Pitante.

QUANTO VALE UMA ALMA


Texto:

“E outra vez, começou Jesus a ensinar junto ao mar, e ajuntou-se a ele grande multidão; de sorte que ele entrou e assentou-se num barco, sobre o mar, e toda a multidão estava em terra junto ao mar (Mc 4.1).”
“E naquele dia, sendo já tarde, disse-lhes: Passemos para a outra margem (Mc 4.35).”
“E chegaram à outra margem do mar, à província dos gadarenos (Mc 5.1).”

Introdução

Como é lindo ver Cristo ensinando seus colégio apostólico o valor de uma alma. Depois de um dia inteiro de ministrações Jesus tem uma ideia que não era muito boa para os padrões náuticos da época, fazer a travessia do mar da Galileia até Gadara no período noturno, ainda mais um lago de 21 km de comprimento por 14 km de largura.

Você já se perguntou o propósito dessa viagem? Porque viajar a noite? Porque gastar tanto tempo na ida, como também na volta e ficar pouquíssimo tempo no destino?

E a resposta pra todas as perguntas é uma só. Um homem possesso, Jesus queria liberta-lo.
Mas, ao mesmo tempo que a resposta é uma só. O proposito em relação aos discípulos também é um só. Ensinar o valor de uma alma e quanto devemos sofrer para ganha-las.

Fatores interessantes do texto:

1.       Deixando a praia - Mc 4.1,35
Embora na praia: TENHA JESUS, DOUTRINA E AMIGOS (Mc 4.1,2). A ordem de Jesus é: “saiamos daqui e vamos para o outro lado”. Jesus está levando os discípulos para uma aula pratica. Porque aprender a teoria se eu não colocar em pratica? Deixar a praia não é fácil, porém, algumas situações é necessário!

2.       Jesus garante o êxito da viagem – Mc 4.35
Jesus estava imensamente cansado devido um dia de ministrações, mas isso não lhe impediu de atravessar. Não obstante ao cansaço era tarde para a viagem. A expressão: “passemos para a outra margem” era a garantia do êxito da viagem.
Jesus disse isso porque já se via do outro lado. Porque promessa e Realidade para Jesus é a mesma coisa.

3.       Jesus deixa a multidão – Mc 4.36
A multidão “NEM SEMPRE” é a prioridade de Jesus. No meio da massa tem um alguém que é a prioridade do Mestre. O Senhor pregou o dia inteiro para uma multidão de gente mas deixou todos ali na praia para ir em direção de UM HOMEM DO OUTRO LADO DO LAGO.
Será que os pregadores midiáticos de hoje deixariam de pregar pra multidões na beira da praia para ir pregar para um homem endemoniado?

4.       A tempestade – Mc 4.37, Mt 8.24, Lc 8.23
Mateus diz que o barco era varrido pelas ondas (Mt 8.24). Marcos diz que se levantou grande temporal de vento, e as ondas se arremessavam contra o barco (Mc 4.37). Lucas diz que sobreveio uma tempestade de vento no lago, correndo ele o perigo de soçobrar (Lc 8.23).
E pensar na tempestade é paradoxal! Porque se Cristo quer chegar do outro lado e tem uma missão em Gadara. Porque ele colocaria um impedimento no seu próprio caminho visto que é Ele que controla todas as coisas? Jesus na verdade não permite a tempestade pra Ele mas para os discípulos. A função da tempestade naquele contexto não era impedi-los de chegar visto que Jesus disse que chegariam. A missão da tempestade é ensinar. Ela é pedagógica. Ela é didática. Cristo queria mostrar pra eles muitas coisas dentre elas o preço que se paga pra ganhar uma alma. Almas se ganham vencendo tempestades!

5.       A almofada – Mc 4.38
É interessante pensar que dentro de um barco tem uma almofada e Jesus se apoderou dele e descansou em meio a tantos ventos. De um lado Jesus dormindo e do outro os discípulos tentando controlar a embarcação a todo custo apossados de remos em suas mãos, visto ser um elemento de transição. Eles querem de qualquer forma sair dali.
Em uma viagem com Jesus no barco não leve remo, leve somente uma almofada e descanse, pois Ele se encarrega de conduzir a embarcação.

6.       O medo da morte – Mc 4.38b (não te importas que pereçamos?)
Parece loucura mas pense comigo; se Jesus tivesse respondido essa pergunta teria dito: “não! Eu não me importo que vocês morram. Eu me importo que o Gadareno morra.”
Quando Jesus entra naquele barco, entra com um destino e nesse destino um proposito. O destino era GADARA e o propósito era não deixar o GADARENO morrer nas garras do diabo.

7.       A chegada – Mc 5.2
Embora satanás não conheça o futuro, ele sabia muito bem em que direção Jesus estava indo. O homem possesso foi o primeiro a recepcionar Jesus naquelas terras. O texto diz: “E, saindo ele do barco lhe saiu logo ao seu encontro, dos sepulcros, um homem com espirito imundo”. 
Lucas diz: “e não andava vestido nem habitava em qualquer casa, mas nos sepulcros (Lc 8.27)”. E ainda: “E, quando viu a Jesus, prostrou-se diante dEle, (Lc 8.28)”.
Mateus diz: “Eis que clamava, dizendo: Que temos nós contigo, Jesus, Filho de Deus? Viste aqui atormentar-nos antes do tempo? (Mt 8.29)”. QUEM DÁ DESCULPA PARA NÃO RECEBER JESUS COMO SENHOR DIZENDO: “QUE AINDA NÃO É O TEMPO”, É O DIABO!

8.       A libertação – Mc 5.15
Jesus libertou aquele homem. Não existe homem que Jesus não possa libertar. Ele estava possesso de uma potestade de uma legião de demônios, mas Cristo o libertou.
·         Jesus lhe devolveu a vida. – Mc. 5.13
“E Jesus lho permitiu. E, saindo aqueles espíritos imundos, entraram nos porcos;”
Quando os espíritos malignos saíram a vida foi devolvida aquele homem.

·         Jesus lhe devolveu o juízo moral. – Mc. 5.5
E andava sempre, de dia e de noite, clamando pelos montes, e pelos sepulcros, e ferindo-se com pedras. Marcos 5:5

A bíblia diz que este homem habitava entre os sepulcros e se automutilava numa clara evidência de insanidade causada pelos demônios. No texto em tela quando Cristo o libertou o perfeito juízo foi devolvido a Ele.

·         Jesus lhe deu um ministério. – Mc. 5.19,20
Jesus, porém, não lho permitiu, mas disse-lhe: Vai para tua casa, para os teus, e anuncia-lhes quão grandes coisas o Senhor te fez e como teve misericórdia de ti. E ele foi e começou a anunciar em DECÁPOLIS quão grandes coisas Jesus lhe fizera; e todos se maravilhavam”.

Pr. Alexandre Pitante.

18 de fevereiro de 2020

O CULTO DA POBRE VIÚVA

“E, estando Jesus assentado defronte da arca do tesouro, observava a maneira como a multidão lançava o dinheiro na arca do tesouro; e muitos ricos deitavam muito. Vindo, porém, uma pobre viúva, deitou duas pequenas moedas, que valiam meio centavo” (Mc 12.41,42).

A atitude dessa mulher dentro do templo é motivadora! Jesus entra no templo para observar o culto (oferta) de cada participante. É interessante ver Jesus avaliando o PROCEDIMENTO e não a oferta de cada um.

Duas grandes verdades são ressaltadas nesse texto:

1- Para Jesus o ofertante sempre será mais importante que a oferta, vide Abel; “e atentou o Senhor para Abel e para a sua oferta” (Gn 4.4). O senhor atentará primeiro sempre para o OFERTANTE e depois para sua oferta.

2- Só pode avaliar culto que é o ALVO DO CULTO. E o alvo do Culto é Jesus. Por isso é que ELE assenta-se para avaliar o culto de cada um. Só Cristo pode avaliar o culto.
Mas no meio dessa avaliação Cristo depara-se com uma mulher com uma atitude que lhe alegrou.

Permita-me elencar as atitudes do culto da pobre viúva.

1- Desprendimento.

O texto diz que ela entrega tudo mesmo não tendo nada. Ela está tão desprendida das dificuldades da vida que ela entrega o que tem (duas pequenas moedas) mesmo sabendo que não tem nada em casa. Ninguém que aproxima-se de Deus para adorá-lo pode fazer sem estar totalmente desprendido dos seus problemas. Essa mulher ensina-nos o que é cultuar com desprendimento.

2- Totalidade.

Deus não aceita corações divididos. Cultos feitos pela metade. Jesus estava de olho mais no que os ricos deixavam de entregar do que propriamente o saco de dinheiro que entregaram. A mulher entrega tudo. O que nós retemos ao cultuar é mais importante para Jesus do que aquilo que ofertamos. Os ricos deram do que sobrava, a mulher deu o que tinha.

3- Coragem.

Chega ser constrangedor a atitude dessa mulher. Ela não se importa de levantar e ofertar apenas duas pequenas moedas no meio daquele ambiente totalmente desfavorável. E sabe porque desfavorável? O texto diz que muitos ricos depositavam muito. Ela é a única no meio de muitos que entrega o insignificante. Ela não se deixa levar pelo ambiente que poderia reprimi-la.

4- Confiança.

O olhar de Jesus voltou-se para ela por conta de sua plena confiança. Em toda a sua avaliação Jesus olhou para “mão e bolso” dos ricos. Quando o texto diz que os “ricos depositavam muito” (v.41) Jesus está olhando para a mão deles, entretanto, quando o texto diz que “depositaram do que lhes sobejara” (v.44) Jesus está olhando para o bolso deles e vendo o que eles retinham.
Mas para essa mulher Jesus olhou não só para sua mão e bolso, mas também para sua casa. Veja, quando o texto diz “que ela depositou duas pequenas moedas” (v.42) Jesus olhou para sua mão, e fez questão de contabilizar o que ela tinha, quando o texto diz que “ela depositou tudo o que tinha” (v. 44) Jesus olha para seu bolso e vê que ela não reteve nada ao ofertar, porém quando o texto diz que “ela deu todo o seu sustento” (v.44) Jesus olha para dentro da casa dela e vê que ela mesmo não tendo nada em casa entra entrega tudo no templo.

Lembre-se: A TUA ADORAÇÃO ATRAI O OLHAR DE JESUS PARA DENTRO DA SUA CASA.

Pr. Alexandre Pitante.

13 de novembro de 2019

O DIA QUE A SEDE PELA PALAVRA TRANSCENDEU TODOS OS LIMITES...


Resultado de imagem para sede pela palavra de deus
Texto: Nm 8.1-12
A SEDE PELA PALAVRA TRANSCENDEU...

O limite da segregação – “todo o povo se ajuntou como um só homem” v.1
A Palavra traz ajuntamento.

O limite do ambiente de culto – “na praça” v.1

Palavra transforma o simples em especial.

O limite do nível intelectual – “todos os sábios para ouvirem” v.2

A Palavra sobrepuja toda inteligência natural.

O limite do tempo – “leu nela desde a alva até ao meio dia” v.2

A Palavra é atemporal.

O limite da distração – “todo o povo estava atendo ao livro da Lei” v.2

A Palavra atrai a atenção de todos.

O limite da simplicidade – “E Esdras estava sobre um púlpito de madeira” v.3

A Palavra enobrece o simples.

O limite da improvisação – “que fizeram para aquele fim” v.4

A Palavra é a própria expectação.

O limite do desconforto – “e estavam em pé diante dele” v.4

A Palavra é o próprio conforto.

O limite da irreverência – “abrindo o Livro todo o povo se pôs de pé” v.5

A Palavra gera reverência.

O limite da impiedade – “levantando as mãos; inclinaram-se e adoraram o Senhor, com o rosto em terra” v.6

A Palavra gera devoção.

O limite da desinteligência – “e declarando e explicando o sentido, faziam que, lendo, se entendesse” v.8

A Palavra é inteligível.

O limite do equilíbrio emocional – “porque todo o povo chorava ouvindo as palavras da Lei” v.9

A Palavra produz quebrantamento.

O limite da insensibilidade – “e enviai porções aos que não tem nada preparado para si” v.10

A Palavra produz compaixão.

O limite da fraqueza – “porque a alegria do Senhor é a nossa força” v.10

A Palavra fortalece.

O limite da tristeza – “Calai-vos, porque este dia é santo; por isso, não vos entristeçais” v.11

A Palavra é o próprio gozo.

O limite do descontentamento – “porque entenderam as palavras que lhes fizeram saber” v.12

A Palavra produz um profundo contentamento.

Pr. Alexandre Pitante.

23 de outubro de 2019

O FURTADOR DE CORAÇÕES



Texto:

E desta maneira fazia Absalão a todo o Israel que vinha ao rei para juízo; assim furtava Absalão o coração dos homens de Israel. 2 Samuel 15:6

Se você nunca leu o capitulo quinze de segundo Samuel, eu te convido a ler. Sem estudar a fundo o perfil de Absalão, com certeza você o descreverá com características maravilhosas. Alguns olharão para os cinco primeiros versículos e o descreverá, como:

Disposto – “se levantou pela manhã”. v.2
Prestativo – “e parava a uma banda do caminho da porta. E sucedia que todo homem que tinha alguma demanda para vir ao rei em juízo, o chamava” v.2a

Comunicativo – “o chamava Absalão a si e lhe dizia: De que cidades es tu?” v.2b  

Carismático – “Olha, os teus negócios são bons e retos”. V.3a

Preocupado com o próximo – “Ah! Quem me dera ser juiz na terra, para que viesse a mim todo o home que tivesse demanda ou questão” v.4

Justo – “para que lhe fizesse justiça” v.4b

Educado – “Sucedia também que, quando alguém se chegava a ele para se inclinar diante dele, ele estendia a mão, e pegava dele, e o beijava”. V.5

O adágio popular, “Quem não te conhece que te compre”, se aplica muito bem a esses versículos. Porem quem leu a história de Absalão sabe muito bem seus interesses e motivações. 
Na verdade os cinco primeiro versículos do capitulo descreve o perfil de um psicopata, veja:

Calculista – Ele se levanta cedo para poder executar o seu plano de assassinar a reputação do rei e ocupar o posto.

Sorrateiro – Ele parava na porta do palácio com o objetivo de abordar todos que fossem a presença do rei.

Manipulador – Ele ouvia as demandas alheias e dizia que poderia resolver mas não podia por ser não ser o rei.

Mentiroso – Ele mente quando ele se prontifica a ajudar como se estivesse preocupado mesmo com a pessoa. Sabemos sua real intenção de usar as pessoas e não de ajuda-las.

O versículo seis descreve exatamente quem é ele: “UM FURTADOR DE CORAÇÕES”. A diferença de ROUBO E FURTO está no modus operandi. Roubo é fazer pelo meio da força ou agressão física. Furto é fazer sem uso da força ou agressão, é praticamente um roubo invisível. Furtar é roubar sem ninguém ver.

O que tem de FURTADORES DE CORAÇÕES no meio do povo de Deus. Escondidos no meio do povo. Parecem os melhores homens, com as melhores intenções, mas na verdade só estão usando pessoas para conquistarem o que querem.

Que Deus tenha misericórdia da sua igreja!

Pr. Alexandre Pitante.