17 de fevereiro de 2012

Salvação: dádiva de Deus e não conquista do homem


por Hernandes Dias Lopes

A salvação não é um prêmio que recebemos por causa das nossas obras, mas um presente que recebemos por causa da graça. Não conquistamos a salvação pelo nosso esforço, recebemo-la pela fé. Não é resultado do que fazemos para Deus, mas do que Deus fez por nós. Falando a Nicodemos, Jesus destacou essa verdade axial no versículo mais conhecido da Bíblia: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira, que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. Nesse versículo nós encontramos sete verdades preciosas acerca dessa tão grande salvação.

Em primeiro lugar, a salvação é grande pela sua procedência. “Porque Deus amou…”. O Deus Todo-poderoso, criador do universo e sustentador da vida tomou a iniciativa de nos amar, mesmo antes da fundação do mundo. Seu amor por nós é eterno, deliberado, autogerado e incondicional. Deus não nos amou por causa dos nossos méritos, mas apesar dos nossos deméritos. A causa do amor de Deus não está em nós, mas nele mesmo.

Em segundo lugar, a salvação é grande pela sua amplitude. “Porque Deus amou ao mundo…”. Deus amou as pessoas de todos os tempos, de todas as raças, de todos os lugares, de todas as classes e de todos os credos. Amou não aqueles que o amavam, mas amou-nos quando éramos fracos, ímpios, pecadores e inimigos. Amou-nos não porque correspondíamos ao seu amor, mas amou-nos apesar de nossa rebeldia.

Em terceiro lugar, a salvação é grande pela sua intensidade. “Deus amou ao mundo de tal maneira…”. Essa expressão de “tal maneira” aponta para o amor singular, incomparável e superlativo de Deus. Seu amor não foi apenas falado, mas demonstrado. Demonstrado não com cenas arrebatadoras, mas com o sacrifício supremo. O amor de Deus não foi esculpido com letras de fogo nas nuvens, mas demonstrado na cruz.

Em quarto lugar, a salvação é grande pela sua dádiva. “Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito…”. Deus não deu ouro e prata nem mesmo um anjo para a nossa redenção. Deus deu tudo, deu a si mesmo, deu o seu único Filho. Deu-o para que ele se esvaziasse e vestisse pele humana. Deu-o para que seu Filho fosse rejeitado e desprezado entre os homens. Deu-o para que seu Filho suportasse o escárnio das cusparadas e suportasse a maldição da cruz. Deu-o como sacrifício para o nosso pecado.

Em quinto lugar, a salvação é grande pela sua oportunidade. “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê…”. A salvação não é recebida como fruto do merecimento, mas como resultado da graça mediante a fé. A salvação não é dada àqueles que se julgam santos nem àqueles que praticam boas obras com o propósito de alcançarem o favor de Deus. A salvação é oferecida gratuitamente àqueles que crêem em Cristo. Não é crer em anjos nem em santos, mas crer em Jesus, o Filho de Deus. Jesus é o caminho para Deus, a porta do céu, o único mediador que pode nos conduzir ao Pai.

Em sexto lugar, a salvação é grande pela sua libertação. “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira, que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça…”. A salvação é o livramento da ira vindoura, é a soltura das cadeias da morte, é a alforria dos grilhões do inferno. Aqueles que permanecem incrédulos perecerão eternamente. Aqueles que se mantêm rebeldes contra o Filho jamais verão a vida nem desfrutarão do paraíso de Deus. Aqueles que não beberem da Água da Vida, terão que suportar o fogo que nunca se apaga.

Em sétimo lugar, a salvação é grande pela sua oferta. “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê, não pereça, mas tenha a vida eterna”. Deus não apenas livra da condenação os que crêem, mas também oferece a eles vida eterna. A vida eterna é uma perfeita e íntima comunhão com Deus pelo desdobrar da eternidade. A vida eterna será como uma festa que nunca mais vai acabar, no melhor lugar, com as melhores companhias, com a melhor música, com as melhores iguarias, trajando vestes alvas. Enquanto a eternidade durar, desfrutaremos dessa gloriosa vida. Bendito seja Deus por tão grande salvação!

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13 de fevereiro de 2012

Os Perigos de estar na Janela


por Alexandre Pitante

Texto: At. 20.7-12

Introdução

Com certeza o relato de Lucas sobre Êutico é fascinante. Um jovem sentado na janela do terceiro andar em pleno horário do culto mostra sem duvida como ele tratava a palavra de Deus, com displicência e irreverência.
Embora estivesse tendo uma ação enroupada de coragem, de ficar na janela do terceiro andar, o certo é que ele se sentia seguro naquele lugar, o rapaz se sentia seguro mesmo não estando. Ninguém que fica sentado em uma janela de aprox. 15 mt de altura e com sono está seguro.
A verdade é que muitos cristãos vivem a mesma situação de Êutico, correndo riscos em suas vidas, mas ainda assim se sentem seguros. Suas seguranças estão apoiadas em “algo” ou “alguém”, porém nunca no Senhor Jesus que nos faz habitar em segurança Pv 1.33.
Cristãos como Êutico escolhem o pior lugar para viver na vida cristã, a “Janela”. Quem esta neste lugar não tem firmeza espiritual, observa dentro e fora e não decide o que quer, se é estar dentro ou fora, correndo riscos de cair a qualquer momento, enfim... brincando com  perigo.

Sendo assim, quais os perigos que Êutico corria estando na Janela?     

1. O perigo de coxear entre dois pensamentos.
I Reis 18:21 “E Elias se chegou a todo o povo, e disse: Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o; mas se Baal, segui-o. O povo, porém, não lhe respondeu nada
Quem esta na janela tem acesso ao que se fala dentro e também ao que se fala fora. Êutico estava com esse problema, ouvindo a mensagem de Paulo mas também dando atenção ao que se falava do lado de fora.
E quantos cristãos vivem esta realidade, tentando agradar a “dois senhores” e sabemos que é impossível isto acontecer (Mt 6.24).
Quem esta na janela não está nem dentro e nem fora, está no meio, ou seja, não é nem frio e nem quente, é morno. E Jesus disse: Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; quem dera foras frio ou quente! Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca. Ap. 3:15.
O perigo de estar na janela é que estamos em cima do muro em tudo, sem contar que hora alimentando a carne com os prazeres deste mundo, hora alimentando o espírito ou pelo menos mantendo as aparências para as minhas lideranças.
Muitos hoje vivem uma vida dúbia, vida de “Janela”, enganado e sendo enganado(2Tm 3.13). Dale Wimbrow disse certa vez: “Na jornada da vida, você pode enganar o mundo inteiro, e ainda receber cumprimentos em sua caminhada. Mas, se enganar o homem no espelho, terá como prêmio derradeiro, dores de cabeça, lágrimas e mais nada”.


2. O perigo de estar indiferente a palavra pregada.
Hebreus 3:7-9”Pelo que, como diz o Espírito Santo: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações, como na provocação, no dia da tentação no deserto, onde vossos pais me tentaram, pondo-me à prova, e viram por quarenta anos as minhas obras.
Olha que paradoxo, Paulo pregando e Êutico dormindo durante a ministração. Quantas pessoas estão indiferentes a ministrações, conselhos, e orientações dadas pelo nosso Deus através de sua Palavra e de homens e mulheres usados por Ele.
Eu olho para esse texto e parece que vejo o apostolo pregando e a cara de Êutico indiferente àquela mensagem de exortação dada por Paulo.
O texto de hebreus acima descreve bem como muitos pseudo-cristãos vivem hoje, com o coração duro para a Palavra de Deus, sim, pessoas que se dizem evangélicas com um espírito de indiferença muito grande, não recebem qualquer ministração, só aquelas que lhe afagam o ego ou lhe garantem bênçãos, mas quando o líder traz uma mensagem exortativa da “parte de Deus” a rejeitam e a reputam como humana ou desabafo.

3. O perigo do Isolamento.
Gênesis 21:16 “E foi assentar-se em frente, afastando-se à distância de um tiro de arco; porque dizia: Que eu não veja morrer o menino. E assentou-se em frente, e levantou a sua voz, e chorou”.
Quem vai pra janela se isola do restante da membresia. Êutico estava em um lugar onde não havia pessoas a sua volta, estava só. Espiritualmente dizendo, acontece da mesma forma com os que vivem na janela da vida cristã, se sentem sozinhos, desamparados. Embora ninguém tenha colocado Êutico naquele lugar e da mesma forma ninguém é culpado de muitos crentes viverem essa vida miserável espiritualmente, pois a própria pessoa é culpada de se isolar, haja vista que a pessoa mesma foi para a “janela” com suas próprias pernas.
Em Genesis, a bíblia fala de Hagar que saindo com o seu filho Ismael para o deserto e tendo acabado a água, o deixou debaixo de uma árvore e assentou defronte a ele 150 mt e chorou o choro do isolamento. Pessoas que vão pra janela se isolam e choram com facilidade, como se não houvesse mais saída para eles.
Mas o Senhor apareceu a Hagar e a tirou daquela situação dando uma válvula de escape para ela e seu filho. Se quiseres viver na janela viva, mas saiba que existem serias conseqüências para essa atitude, porém saiba que o Senhor sempre terá uma válvula de escape para a nossa vida.

4. O perigo de ser vencido pelo que me pode prejudicar
Efésios 5:14 “Por isso diz: Desperta, tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te esclarecerá”.
Êutico foi vencido pelo sono (v.9), e por causa dele caiu e morreu. Existem os que dormem e os que já morreram na vida cristã. Êutico passou pelos dois estágios o sono e a morte. Na vida cristã é uma questão de causa e efeito, quem tem sono, dorme e quem dorme pode morrer a qualquer momento. Perceba que o sono foi à causa e a queda e conseqüentemente a morte foram o efeito.
Existem cristãos hoje que dormem o sono da indiferença, do isolamento ou até mesmo o sono da vida dúbia, porém existem outros que por causa de muito sono já estão mortos espiritualmente, verdadeiros zumbis no meio cristão.
Paulo quando diz estas palavras aos efésios, ele não diz a um povo que não conhecia o evangelho e o seu poder, ele se referia a uma igreja. Que por se misturarem em uma festa de tradição grega, a do deus “Baco” o deus do “vinho”, começaram a se embriagarem no vinho da contenda, trazendo um profundo sono para a vida de alguns crentes de Eféso, o sono foi tão profundo que alguns chegaram a morrer espiritualmente.
Precisamos nos fortalecer espiritualmente para não sermos vencidos pelas nossas paixões e concupciências (Tg1.14).

5. O perigo de dormir em um lugar de risco.
2 Sm 11:4 “Então enviou Davi mensageiros, e mandou trazê-la; e ela veio, e ele se deitou com ela (pois já estava purificada da sua imundícia); então voltou ela para sua casa”.
Êutico esta num lugar de risco e era uma janela no terceiro andar e se não bastasse isso ele estava com sono. Existem pessoas não têm noção do perigo que certas coisas podem trazer a nossa vida. Onde já se viu sentar numa janela a 15 ou 20 mt do chão e com pescando de sono.
Davi, como Êutico, sofreu conseqüências por causa dessa dormida em lugar de risco, se deitou com uma mulher que não era a sua, uma noite de prazeres misturada com sono que lhe acarretou inúmeras conseqüências, como: Infidelidade conjugal (2Sm 12.11), a perda de um filho (2Sm 12.15,18), um estupro dentro de sua casa entre irmãos (2Sm 13.1-22), Ódio entre irmãos (2Sm 13.21), assassinato (2Sm 13.28-30), rebelião (2Sm 14-15).
A falta de senso do risco que corremos em alguns lugares pode nos trazer conseqüências irreversíveis como trouxe a Davi. Êutico teve uma conseqüência pela falta de censo do risco que corria ao sentar naquele lugar. Assim muitas pessoas vivem, correndo riscos de vida mesmo fazendo parte de uma igreja. Por serem desobedientes a Palavra de Deus e a sua liderança. Acham-se seguros no seu mundo de soberba, arrogância, maledicência, e outras obras da carne que são um risco para a nossa vida espiritual. Saia da “janela” o mais rápido possível, pois esse lugar ou essa vida medíocre espiritual que vive é um grande risco para a sua vida.

6. O perigo de cairmos da Janela
1 Co 10:12 “Aquele, pois, que pensa estar em pé, olhe não caia”.
Este é com certeza o maior de todos os perigos, o de cairmos. A queda muitas vezes é fatal, com a morte como conseqüência. Paulo ao aconselhar a igreja em corinto disse: Aquele, pois, que pensa estar em pé, olhe não caia. Observe que Paulo diz “que pensa estar em pé”, pessoas como Êutico acham que estão seguros vivendo a vida que vivem, mentalizando “estar em pé” quando na verdade estão prestes a cair, vivendo uma vida cristã de janela, vida que Jesus quando esteve nesta terra combateu ferrenhamente, como os fariseus (Mt 23), grupo este que vivia uma vida dúbia, crentes de “janela”, pessoas que viviam uma “aparente” vida cristã.

Conclusão

Interessante que Lucas registra o horário que Êutico caiu da janela, a meia noite. Aprendemos então que existe um horário definido para a queda. Conjecturo que alguém deva ter avisado a Êutico para sair dali ou pelo menos aconselhado do risco que ali corria, mas ele não atendeu ao conselho. Muitas pessoas estão sendo aconselhadas ou avisadas pela Palavra de Deus que se continuarem a viver essa “vida de Janela” que vivem podem cair, mais cedo ou mais tarde caíram, isso e a lei ação e reação, lembre-se efeito e causa, ou mais precisamente “lei da Semeadura”. Não há como não colhermos, a semeadura e opcional mas a colheita é certa, para todos que insistem em viver essa vida na janela enquanto a igreja desfruta das bênçãos de Deus no Cenáculo, para todos esses a hora de cair chegará e sua mascara caíra junto, e sua morte espiritual será inevitável. A vida manda boletos.
Deus não quer nos ver sentados na janela da vida cristã, e sim alicerçados na sua Palavra, unidos juntamente com os irmãos e despertados pelo Seu Poder.
Êutico caiu da janela dormindo, ainda vivo, porém levantado morto, mas graças a Deus que Paulo orou e o Senhor por sua misericórdia o ressuscitou.
Mas eu lhe pergunto e se Deus não tivesse realizado este milagre, Ele deixaria de ser Deus? Tenho certeza que não! E Êutico estaria morto por agir inconseqüentemente.
Então amados, saiamos das nossas janelas e entremo-nos no cenáculo da oração aonde o Senhor quer e vai ministrar a sua Benção sobre nossas vidas.


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Alexandre Pitante no Avivamento pela Palavra

22 de setembro de 2011

O inferno de Dante e o de Mary Baxter I


por João A. de Souza Filho

No livro As Divinas Revelações do Inferno Mary Baxter descreve as “revelações” que ela teve do inferno, quando o Senhor Jesus a tomou pela mão e lhe deu a missão de contar ao mundo como é o inferno. Confesso que cada pessoa que se diz arrebatada ao céu e ao inferno traz um relato diferente e às vezes contraditório um com o outro. Isso é até possível porque cada pessoa tem um insight (visão ou percepção) diferente da outra. No entanto o relato dessa autora é quase inacreditável. Seu guia pelas salas e dependências do inferno é Jesus que explica pra ela a razão e o porquê tal pessoa está em grande sofrimento.

Jesus mostra para ela as entranhas do inferno. A autora fala dos sofrimentos das pessoas e dos diálogos destas com Jesus, mostrando-se arrependida de ali estarem, pedindo misericórdia.
Bem – eu desconfiava de que anos atrás lera alguma coisa a respeito do inferno – e decidi reler aDivina Comédia de Dante Alighieri, conhecida como o inferno de Dante. Em minha análise percebi que a autora mencionada trocou o poeta Virgílio, que conduz Dante pelos vários círculos do inferno, por Jesus. Enquanto Dante relata os vários círculos aprofundados do inferno em que cada círculo tem buracos e poços onde jazem as almas dos pecadores sendo castigados pelos demônios, Mary Baxter fala a mesma coisa. Cita os poços, a forma de sofrimento das pessoas, tudo igualzinho ao inferno de Dante Alighieri. Às vezes muda o cenário, mas não ameniza os sofrimentos dos ímpios, tendo sempre ao seu lado o Senhor Jesus.

Assim, Virgílio, o poeta no inferno de Dante, que é quem conduz com segurança o autor italiano é trocado por Jesus, da autora Mary Baxter.

Não duvido da afirmação da autora de que Jesus queria que ela avisasse o mundo da realidade do inferno, afinal, Dante, que nasceu em 1265 e descreveu seu “inferno” ao redor de 1300 – tinha 35 anos de idade – e depois de tanto tempo haveria a necessidade de se escrever novamente para o público atual, dessa vez com o objetivo de alertar as novas gerações. Agora, é muita coincidência certas peculiaridades. O que afirma Mary é verdade ou ela usou as descrições de Dante para falar do inferno? Bem, se mentiu ou se falou a verdade, os leitores é que deverão julgá-la.

Não estou duvidando da experiência de Mary Baxter, nem afirmando ser mentira o que ela escreveu. O que quero afirmar é que se a experiência dela foi verdadeira, então Dante deve ter recebido de Deus uma revelação para descrever o inferno, porque um e outro descrevem cenas semelhantes. Agora, se ela plagiou o livro de Dante, então conseguiu criar uma ficção em cima de outra ficção, e deveria ter sido sincera com seus leitores. Porque eu também escrevi ficções em que sou o protagonista – e parece verdade! Mas, meus leitores sabem que é ficção.

Por outro lado Mary Baxter afirma ter sido a escolhida de Jesus. Durante trinta dias, todas as noites Jesus a levou para o inferno. Que privilégio a de Mary Baxter. E por que Jesus teria escolhido somente ela? Esta é uma pergunta que precisa ser respondida por ela mesma! Hum! Paulo que viu o céu jamais relatou o que lá viu!

Como escritor e não como julgador de Mary Baxter resolvi ler os dois livros e estudar entre eles as semelhanças. A descrição do inferno, seus círculos e buracos, o clamor das pessoas para que Plínio, o poeta, as livrassem do sofrimento e o pedid
o delas para que Dante avisasse os parentes dos que sofrem e que ficaram na terra evitando que viessem a sofrer como eles são quadros semelhantes aos descritos pela autora de As Divinas Revelações do Inferno.

Assim, o leitor tem opções e poderá ler a Divina Comédia ou o livro de Mary Baxter bastando trocar Plínio por Jesus; os círculos do inferno pelas pernas do inferno já que os buracos do inferno são semelhantes entre si. As mesmas súplicas que as almas penadas faziam a Plínio, o poeta, Mary Baxter cita-as como pedindo clemência a Jesus. A única diferença é que Dante, depois de deixar o inferno entra no purgatório onde as pessoas estão sendo purificadas para depois – conforme as rezas dos terreais – saírem dali para as mansões celestiais, o que os evangélicos não concordam. Outra diferença é que Mary Baxter preenche seu livro com textos bíblicos aludindo-os como sendo a fala de Jesus no inferno. Quer dizer, Jesus interpreta pra ela o sentido dos textos escatológicos. Afora esse detalhe, os dois infernos são praticamente iguais!

Até dos círculos do inferno apresentados por Dante, Mary fala com igual precisão.

Bem, se Jesus quisesse se aprofundar no tema para seus discípulos teria relatado para eles todas as profundezas do inferno, no entanto, deteve-se apenas em descrever o sofrimento do rico e o descanso de Lázaro no Hades.

Eis aí um bom tema para estudantes que precisam fazer teses de mestrado em literatura – e se alguém já os fez gostaria de os ler.

***
Pastor João Antônio de Souza Filho é escritor de vários livros e renomado pregador do evangelho


P.S.: Pastor João não afirma a veracidade ou não do livro escrito por Mary Baxter I e sim o compara com outro livro que é uma ficção.
Agora eu ALEXANDRE PITANTE acho uma verdadeira baboseira essa história de "Divina revelação do Inferno e do Céu", pois tal experiência é incongruente e anti-bíblica, (pois quem de fato teve experiência de subir ao terceiro céu não quis contar, pois dizia ser inefável revelar aos homens, 2Co 12.2,3). No brasil até teve um cidadão (.....de campos) que enganou muita gente e ganhou um dinheirinho vendendo suas fitas k7's com essa história de que no céu...

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